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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

SÉRIES E SERIADOS, ASSISTIDOS E RECOMENDADOS POR MIM - SINOPSES/ PARTE 8


E.R – Plantão Médico (1994)


ER (no Brasil, Plantão Médico e em Portugal, Serviço de Urgência) é um seriado de televisão norte-americano criado pelo escritor e ex-médico Michael Crichton.

É produzida pela Constant Productions e pela Amblin Entertainment em associação com a Warner Bros. Television Production, Inc.

O nome ER é uma abreviação das iniciais em inglês de Emergency Room, ou em português Sala de Emergência.

A série mostra o cotidiano dos médicos e enfermeiras que trabalham numa sala de emergência do County General Hospital, um fictício hospital de Chicago, Illinois.

A série teve início em 94, mesmo ano de Friends, com a qual fez um crossover fantástico quando Rachel e Monica ‘trocam de identidade’ para que Rachel possa ser atendida no hospital sem arcar com nenhum custo.

Tendo como um de seus primeiros protagonistas o galã George Clooney, a série foi uma das primeiras a trazer uma premissa que conhecemos bem hoje, e que pauta a famosíssima Grey’s anatomy.

Os episódios envolvem a história de um grupo de médicos e seus dilemas dentro e fora do trabalho. E.R foi cancelada em 2009, após 15 temporadas.

Série responsável por levar George Clooney ao estrelado, é também considerado a melhor série médica de todos os tempos, um seriado sobre a emergência de um hospital, que deixou milhares de pessoas grudadas na TV toda semana no mundo inteiro.


O roteiro de ER foi originalmente escrito para ser um filme, dirigido por Steven Spielberg. Porém, durante as fases iniciais de pré-produção, Spielberg perguntou a Michael Crichtonqual era o seu projeto atual. Crichton disse que ele estava trabalhando num romance sobre dinossauros e DNA. Spielberg parou tudo que estava produzindo para filmar este projeto, que acabou se tornando no filme Jurassic Park. Posteriormente, ele retornou a ER e ajudou a desenvolver o seriado, sendo creditado como produtor na primeira temporada e oferecendo conselhos (ele insistiu em tornar Julianna Margulies uma atriz regular, por exemplo). Foi também através da produtora de Spielberg (Amblin Entertainment) que John Wells foi contatado para ser produtor executivo do show.

Devido à falta de tempo e dinheiro para construir um set, o episódio piloto foi filmado num hospital verdadeiro, o Linda Vista Community Hospital, que se encontrava inativo na cidade de Los Angeles. Depois da aprovação do piloto, um set foi construído aos moldes do antigo hospital nos estúdios da Warner Bros. em Burbank, Califórnia. Apesar de ser filmada em outro estado, muitas cenas exteriores da série são rodadas na cidade de Chicago ao longo das temporadas.

Michael Crichton escreveu o script que se tornou o episódio piloto em 1994. Ele era baseado em algumas de suas experiências trabalhando num pronto-socorro. Nos comentários inclusos no DVD da 1ª temporada, Crichton diz que o script se manteve intacto desde a sua roteirização, vinte anos antes. A Dra. Susan Lewis era para ser um homem no roteiro original, porém, a mudança exigida pelos produtores de mudar o sexo da personagem não alterou os diálogos previamente escritos. Os produtores também decidiram que o Dr. Peter Benton deveria ser afro-americano, mesmo que ele não tenha sido escrito dessa maneira. O roteiro original teve que ser encurtado em aproximadamente vinte minutos para poder "caber" num bloco de duas horas para transmissão.

ER foi filmado em widescreen desde o início, mesmo que não tenha sido exibido desta maneira até a sétima temporada quando começou a ser exibido no formato 1080i HD. Desde o sexto episódio da sétima temporada, foi transmitido no formato letterbox quando exibido no formato analógico.

A icônica abertura de ER com trilha de James Newton Howard é considerada uma das mais marcantes na história da televisão. Porém, a partir da 13ª temporada, ela foi substituída por uma introdução de aproximadamente dez segundos para dar mais tempo para o desenvolvimento das tramas, segundo os produtores. Essa decisão se mostrou polêmica entre os fãs do show.

Michael Crichton, criador da série, faleceu no dia 5 de novembro de 2008 de câncer (5 meses antes do término da série).

ER teve inúmeros episódios memoráveis. Em 1997, foi ao ar um episódio totalmente ao vivo, "Ambush, " com a equipe de câmera da NBC sendo descrita no episódio como uma equipe da PBS que estava no hospital para gravar um documentário. O mais interessante é que os atores fizeram a mesma encenação do episódio de novo, três horas mais tarde, para que o programa também fosse ao vivo na Costa Oeste dos Estados Unidos. Outros episódios notáveis incluem "Love's Labor Lost", "Motherhood" (dirigido por Quentin Tarantino), "Hell and High Water", "Union Station", "All in the Family", "Four Corners", "On the Beach", "Lockdown", "The Lost", "Time of Death", "Just As I Am", "21 Guns", "Status Quo", "Life After Death" e "Heal Thyself".


Elenco

O elenco original de atores consistia em: Anthony Edwards (como o Dr. Mark Greene), George Clooney (como o Dr. Doug Ross), Sherry Stringfield (como a Dra. Susan Lewis), Noah Wyle (como o estudante de medicina John Carter) e Eriq La Salle (como o Dr. Peter Benton). Julianna Margulies fez uma participação especial no primeiro episódio como a Enfermeira Carol Hathaway e depois virou parte do elenco regular.

Na última temporada da série, John Wells e os outros produtores de ER conseguiram trazer todos os atores originais da série de volta e também diversos atores que fizeram história na série para fazerem participações especiais visando um encerramento digno, sendo eles: Anthony Edwards (Mark Greene), George Clooney (Doug Ross), Sherry Stringfield (Susan Lewis), Noah Wyle (John Carter), Julianna Margulies (Carol Hathaway) e Eriq La Salle (Peter Benton).

Outros antigos membros do elenco regular também fizeram participações: Laura Innes (Kerry Weaver), Alex Kingston (Elizabeth Corday), Paul McCrane (Robert Romano), Maura Tierney (Abby Lockhart) e Shane West (Ray Barnett). Atores convidados também retornaram, como: Abraham Benrubi (Jerry Markovic) e William H. Macy (David Morgenstern).


Curiosidades

- Carol Hathaway (Juliana Margulies) deveria ter tido morte cerebral por causa de uma tentativa de suicídio no series premiere, mas como sua personagem teve uma boa recepção do público, ela acabou ficando na série. No piloto, Margulies foi creditada como convidada.

- Se algo tivesse dado errado em Ambush, o episódio totalmente ao vivo que foi ao ar em 1997, como falha técnica ou esquecimento de diálogos, os produtores tinham atores extras preparados para improvisar. Não houve necessidade do improviso entrar em cena.

- Antes de tudo, E.R. nasceu como a ideia de um filme que seria dirigido por Steven Spielberg. Acontece que com o projeto em desenvolvimento, Michael Crichton achou que o roteiro do filme daria uma ótima série de TV e, pra completar, Spielberg acabou se interessando por outro projeto de Crichton: Jurassic Park.

- O hospital do programa, County General Hospital, é baseado no Cook County General, localizado em West Harrison Street em Chicago. 

Em 2007, ER empatou com Cheers (1982) em número recorde de indicações do prêmio Emmy. Nesse ano (2009), ER é o show com maior número de indicações da história do Emmy (123).

- Como dito por Anthony Edwards nos extras do dvd da primeira temporada, ele inicialmente recusou o papel do Dr. Mark Greene porque ele iria dirigir um filme em outra cidade. Como as gravações do filme foram adiadas, ele conseguiu filmar o piloto.

- O Dr. Carter nasceu dia 4 de junho de 1970. Noah Wyle nasceu em 4 de junho de 1971.

Sherry Stringfield foi a primeira integrante do elenco original a sair da série. Alegando que sua vida pessoal fora deixada de lado devido ao exaustivo ritmo de gravação do show, Stringfield saiu na terceira temporada do show (pouco antes de o elenco inteiro receber um aumento considerável nos salários para evitar sua deserção). A atriz voltou à série na 8ª temporada (2001), mas saiu novamente na 12ª devido à brigas com os produtores referente à importância de sua personagem na trama.

- A participação especial de George Clooney no episódio da 6ª temporada "Such Sweet Sorrow" foi gravada secretamente. Somente Julianna, o diretor e alguns membros da equipe sabiam da surpresa.

- A saída da estudante Lucy Knight da série (interpretada por Kellie Martin) foi escrita porque a irmã da atriz estava doente em fase terminal e trabalhar num seriado médico a abalava muito.

- Foi Goran Visnjic que nomeou seu personagem em ER. Os produtores não conseguiram achar um nome croata para o médico. Assim, Visnjic colocou o de seu sobrinho (Luka) e de seu melhor amigo (Kovac) para compor o nome.

- O episódio "On the Beach, " que mostra as últimas semanas de Mark, foi marcado por alguns palavrões. Greene diz "shit" (merda) depois de cair da cama ao tentar levantar, quando ele percebe que o seu tumor o está matando. A mesma palavra foi murmurada por Peter Benton na 2ª Temporada quando ele machuca a mão após bater em um homem no estacionamento e na 5ª Temporada quando ele é vítima de racismo, mas nos dois casos é quase inaudível e não aparece em legendas.

- A atriz Parminder Nagra (Neela) foi procurada pelo produtor John Wells após ele ter assistido Driblando o Destino, filme sobre uma jogadora de futebol inglesa em que Nagra contracena com Keira Knightley e Jonathan Rhys Meyers.

- A banda de Ray Barnett é chamada "Skunk Hollow".

- John Wells queria John Stamos (Gates) na série desde o final da 11ª temporada. Porém, devido a outros projetos do ator, somente algumas participações na 12ª temporada foram feitas. Stamos tornou-se parte do elenco regular a partir da 13ª temporada.

- Segundo o produtor executivo David Zabel, o retorno de Shane West (Ray Barnett) à última temporada da série aconteceu por ele ter recebido inúmeros e-mails de fãs insatisfeitas com o fim dado ao relacionamento do doutor com Neela Rasgotra.

- A personagem de Angela Bassett era para ser chamada de Dra. Catherine Bancroft. Porém, devido à reclamação de Bassett de que ela nunca tinha conhecido nenhuma mulher negra com o nome "Bancroft", o nome foi alterado para "Banfield".

- No universo dos fãs de ER inúmeras designações foram dadas aos principais casais que protagonizaram a série. Alguns exemplos: "Roomies" (Neela & Ray), "Lubby" (Luka & Abby), "Samka" (Sam & Luka), "Carby" (Carter & Abby), dentre outros.


As primeiras temporadas são mais próximas ao estilo que temos hoje: focada muito mais em alguns personagens (Ross, Greene e Carter, para ser mais exata), com destaques ocasionais a outros. Foi aqui que tivemos as primeiras greves das enfermeiras (usarei o plural por termos mais membros do gênero feminino ao longo da série) e da equipe de limpeza do hospital, mostradas de uma forma muito mais realista do que as séries atuais, com lixo literalmente espalhado pelos corredores do hospital, os médicos fingindo que o problema não é com eles enquanto a gerência tenta resolver da forma mais burocrática e democrática possível.

Embora seja um tema recorrente, é nas primeiras temporadas que vemos muito mais o quanto as enfermeiras são essenciais ao funcionamento de qualquer hospital, desde o cuidado aos pacientes até auxiliando os médicos no dia-a-dia. 

Com isso, temos espaço para Margulies brilhar e sua Carol crescer em tela e no coração do público – junto de seu romance com Doug. 

Com o tempo, a dinâmica entre os personagens vai mudando e abrindo espaço para uma das melhores características de ER: dar destaque ao hospital como um todo e não ter um personagem central comandando a história (o grande erro de House), facilitando a troca do elenco e chegando ao ponto de não ter mais nenhum personagem original regular em sua reta final.


E isso não é uma notícia ruim. Durante sua longa vida, acompanhamos diversos personagens indo e vindo, todos com personalidade própria, momentos para brilhar e se tornando protagonistas em determinados momentos, sem detrimento dos arcos narrativos. 

Além disso, a série tem vários personagens secundários como enfermeiras e paramédicos que aparecem durante todas as temporadas, dando uma sensação de familiaridade e umfluxo mais natural de um local de trabalho como qualquer outro. Os roteiristas também foram espertos o suficiente para dar personalidade a estes personagens e muitos deles ganham tramas próprias no futuro. Como não rir das enfermeiras fofocando com Jerry, interpretado por Abraham Benrubi, ou implicando com o Frank de Troy Evans?

Frank, por sinal, mostrou uma grande evolução, entrando na sexta temporada como um ex-policial conservador, racista e machista – embora seja aquele tipo durão com um bom coração no fundo – e encerrando a série mostrando que aprendeu a respeitar seus colegaspertencentes a minorias e até organizando uma festa surpresa de despedida da Neela, um de seus maiores alvos, por ser mulher e ter ascendência indiana.

Por ser um hospital público – e talvez também por menos medo dos roteiristas em falar em dinheiro de maneira tão explícita – vira e mexe as equipes se deparam com o problema da falta de investimento na infraestrutura e vimos como as reuniões da gerência envolvem muita politicagem. Sempre que uma nova leva de estagiários está prestes a se formar, há o debate sobre quem vai ficar no hospital público junto com todos os problemas do local e quem vai para hospitais e clínicas particulares ganhar dinheiro. 

Uma coisa se mantém em relação às séries médicas de hoje (e pelo bem dos norte-americanos, não deveria): os pacientes também pedem para que não sejam feitos tantos exames, pois não terão como pagar as despesas. 

Até os residentes com frequência comentam a falta de dinheiro, pedem aumento de salário e não são falas forçadas. Estamos sempre vendo todos os personagens indo e vindo ao trabalho usando transporte público, seja a famosa linha de trem elevada de Chicago ou ônibus, com alguns casos médicos tendo início nas primeiras ou últimas horas do dia. Por mais bobo que seja, é um detalhe que ajuda a aproximar o público, já que nem todo mundo tem dinheiro para andar em SUVs – ao mesmo tempo em que reclamam que ganham uma mixaria.

Outro detalhe é a quase falta de pudor ao mostrar pacientes vomitando ou outras reações comuns e consideradas nojentas do corpo humano. Talvez seja uma questão estética da televisão dos anos 1990 e que ficou até o fim da série. Não chega a ser gore, mas é mais escatológico do que estamos acostumados. 

Sobre os estagiários, somente nas últimas temporadas vimos uma leva tão ruim que lembrou quase todos os que passaram por Grey’s Anatomy, cheias de personagens feitos para serem odiados. Se os primeiros estagiários eram carismáticos e cometiam erros normais a qualquer novato (e se transformaram nos médicos competentes que amamos e que viraram protagonistas mais tarde), os últimos estavam mais interessados no próprio ego e pareciam crianças mimadas andando pelo hospital – e nem o estagiário prodígio quase adolescente era tão infantil quanto estes. 

Mesmo que tenhamos vários casos por episódio (alguns se estendendo por arcos em episódios sequenciais; outros aparecendo ocasionalmente, dependendo da doença), não temos um foco tão grande nos pacientes. As estrelas do episódio sempre são os médicos e a (falta de) vida pessoal, suas interações com os pacientes e colegas de trabalho e com o mundo, como vimos no arco de Congo e Darfur.

Kovac, Carter e Pratt retornam mudados depois de suas experiências no continente africano, administrando técnicas novas – e precárias –, já que lá não tinham todo o equipamento com o qual estavam acostumados. O maior impacto acontece em Carter, que decide usar toda a herança da família para ajudar os mais necessitados. 

E não podemos esquecer de Gallant, que era um médico do exército, e como os horrores da guerra no Iraque pós 11 de setembro o fizeram mudar de perspectiva e casar com Neela quase que em um impulso.


Outro fator a ser muito elogiado em ER é que os casos médicos são muito mais realistasdo que os vistos nas séries hoje, nos lembrando que não precisamos de grandes eventos para que a história seja cativante. Os cliffhangers e grandes momentos antes do hiato de fim de ano geralmente são com problemas comuns do dia-a-dia.

Assim sendo, o equipe do pronto-socorro cuida de brigas de gangue, em prisões, pessoas esfaqueadas, epidemias de gripe ou outras doenças contagiosas, acidentes de carro, incêndios, assaltos, acidentes de trabalho, de barcos de pescadores, sequestros, com um ou outro grande acidente. 

Muitos médicos, enfermeiros e outros membros da equipe do hospital saíram por motivos que fariam com que nós também trocássemos de emprego, sendo o maior deles ser dar uma vida melhor à família ou a eles mesmos, como fizeram Benton, Corday, Lewis e Weaver. 

E não pensem que Shonda Rhimes foi a primeira a matar personagens com métodos bizarros. Somente uma morte em ER chega aos pés do sangue frio de Shonda, mas a semente está em Chicago. 

A série também não teve medo de matar um dos personagens mais amados do público, Mark Greene. Provavelmente a morte mais sentida de todos os 331 episódios e que, se fosse nos programas de hoje, seria mais um clichê. Greene morreu de tumor cerebral e todo apaixonado por séries já percebeu que “câncer” é a trama que usam para dar destaque a algum personagem jogado de canto.

Não em ER. A história de Mark mostrou toda a burocracia que é lidar com o sistema de saúde dos Estados Unidos, mesmo quando se tem dinheiro para pagar um bom tratamento.

Ele não teve o clássico “súbita mudança de comportamento e assim descobriram o tumor”. Foi um processo longo e doloroso, mostrando como a doença foi afetando devagar a vida do médico, desde problemas de memória até alterações em seu comportamento. Mark chegou a entrar em remissão, mas o câncer voltou. 

Enquanto a morte de Greene foi a que mais chocou os fãs, a morte mais sentida nos bastidores foi a do criador da série. Crichton morreu de linfoma em 2008, durante a décima quinta temporada.


Nós, como meros espectadores, não sabemos ao certo o que aconteceu nos bastidores de qualquer produção, mas acho que é seguro dizer que o clima entre os atores e produção era bom (Maura foi a mestre de cerimônia do casamento de Parminder, que também teve a presença de Stamos e Scott Grimes, por exemplo) e eles gostavam bastante da série.

Isso fica óbvio com a quantidade enorme de atores que saíram e retornaram ao hospital, seja para ficar mais algumas temporadas (oi, Susan, te amo) ou para participações, especialmente na última temporada, que foi uma das mais lindas e emocionantes e toda série deveria terminar desse jeito. Extremamente pensada para dar um ponto final aos personagens, suas tramas e uma despedida digna ao público. 

Todas as histórias foram concluídas, tivemos o retorno de muitos personagens originais mesmo que fosse só para um episódio (a participação de Doug e Carol perguntando sobre os amigos dá um aperto no coração) e várias homenagens ao passado (ver o quanto Rachel, filha de Mark, cresceu e quer seguir os passos do pai, faz o coração ficar mais quentinho).

Quem não se emocionou com a parede com os nomes dos médicos que saíram do hospital ou o clima de nostalgia que tomou conta da series finale que atire a primeira pedra. 

ER não é uma série sem defeitos e seu maior erro de longe foi ter mudado a clássica música de abertura na 13ª temporada. Ouvi-la novamente nos últimos segundos de série enquanto vemos um plano aberto do hospital me deixou arrepiada. O final perfeito.

Tema de Abertura

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

SÉRIES E SERIADOS, ASSISTIDOS E RECOMENDADOS POR MIM - SINOPSES/ PARTE 7


Xena, a Princesa Guerreira (1985)

Xena é uma personagem fictícia na franquia Xena: Warrior Princess, de Robert Tapert, criada por Tapert e John Schulian e interpretada pela atriz Lucy Lawless.

Xena é a protagonista da história, e a série foca em sua busca por redenção devido ao seu passado criminoso; logo após seus 17 anos Xena deixou sua aldeia e se tornou uma ladra e assassina aterrorizando a região da Hélade como guerreira de Ares, o deus da guerra, mas arrependeu-se de seus pecados após conviver com Hércules e decidiu usar suas habilidades de luta para ajudar pessoas e aliviar sua culpa; Xena é acompanhada por Gabrielle, que no decorrer do programa se torna sua melhor amiga e principal aliada.

A personagem foi criada para a série de TV Hercules: The Legendary Journeys em 1995, sendo, depois, transformada em personagem principal para sua própria série em 4 de setembro de 1995 e na subsequente série em quadrinhos de mesmo nome publicada entre 1997 e 2007, aparecendo ainda em várias outras mídias como livros, videogames, bonecos de ação e no filme animado Hercules and Xena: The Battle for Mount Olympus, de 1998.

O programa durou seis anos e Xena é apontada como responsável por uma mudança nos gêneros de ação e aventura e como pioneira em uma nova fase de mulheres em papéis de ação, sendo, hoje em dia, considerada um ícone da televisão mundial assim como um modelo feminista.

Mundo da Lua (1991)

Mundo da Lua foi um seriado brasileiro produzido e exibido pela TV Cultura, criado por Flávio de Souza e protagonizado por Luciano Amaral, mostrado originalmente entre 6 de outubro de 1991 e 27 de setembro de 1992, totalizando 52 episódios. Flávio de Souza, o criador do seriado, foi também o responsável por a maior parte dos roteiros dos 52 episódios, além dos roteiros também de Cláudia Dalla Verde, Fernanda Pompeu, Ricardo Gouveia, Fernando Bonassi, Tatiana Belinky e Roberto Vignati. O piloto foi dirigido por Marcos Weinstock, sendo que o restante da temporada teve a direção de Roberto Vignati.

É difícil de acreditar que essa série também durou apenas dois anos. Exibida de 1991 a 1993, os 52 episódios de Mundo da lua nos levaram para um universo todo particular de Lucas Silva e Silva, onde desejos e realidade se misturam em uma narrativa que fascinava.

Até hoje são diversos momentos pontuais e episódios inteiros que ficaram gravados na memória, como aquela musiquinha dos Big bad boys (todas as minas gostam de nós). Sim, uma simples frase “Alô, alô, planeta Terra chamando” foi capaz de nos levar a um zilhão de aventuras.

Buffy, a Caça Vampiros (1997)

Buffy the Vampire Slayer (Buffy, a Caça-Vampiros, no Brasil, e Buffy - Caçadora de Vampiros, em Portugal) é uma série de televisão estadunisense de drama sobrenatural criada por Joss Whedon com a Mutant Enemy Productions e com os posteriores co-produtores executivos sendo Jane Espenson, David Fury, e Marti Noxon.

A série estreou em 10 de março de 1997, no The WB e concluiu em 20 de maio de 2003, na UPN. A narrativa segue a vida de Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar), a mais recente numa linha de jovens mulheres conhecidas como Caçadoras.

As Caçadoras são escolhidas pelo destino para a batalha contra vampiros, demónios, e outras forças das trevas. Tal como anteriores Caçadoras, Buffy é auxiliada por um Conselho de Observadores, que orienta, ensina, e as conduz. Contrariamente às suas antecessoras, Buffy tinha um círculo de amigos leais, que se tornou conhecido como o "Scooby Gang".

A série foi positivamente aclamada pela crítica. No seu canal de origem, The WB, atingiu recordes de audiência. Foi classificada como a 41ª melhor série de todos os tempos na lista (de entre 50) da revista TV Guide, bem como na 2ª na lista dos 50 melhores programas de sempre da Revista Empire. 

Buffy também foi votada como 3ª série com forte estatuto de culto da Revista TV Guide e incluída na "Time Magazine's" entre os 100 melhores programas de TV de todos os tempos. Foi nomeada para os Emmy e os Globos de Ouro.

A rede WB cessou a operação a 17 de Setembro de 2006 após uma "homenagem" às suas "mais memoráveis séries", incluindo o episódio piloto de Buffy e a sua série derivada Angel. O sucesso de Buffy levou à venda de centenas de produtos, incluindo romances, banda desenhada, e e jogos de vídeo, entre outros.

A série recebeu atenção em fandom, dos fãs, tendo já sido parodiada e tem influenciado a direcção de outras séries televisivas.

Power Rangers (1993)

Uma das maiores febres de todos os tempos teve início em 93 e, pasmem, segue até os dias atuais. Já são 22 temporadas desde então, mudando sempre o elenco e algumas coisinhas, mas mantendo sempre a trama básica de um grupo de adolescentes que é convocado para combater o mal.

Cada um com suas habilidades e, claro, sua clássica cor de uniforme. Sem contar aquele momento mágico que eles se juntam e formam o Mega Zord, um super robô que os ajuda a enfrentar inimigos maiores.

Sim, corre o grande risco de você ter cantando agora que os Power Rangers têm a força, Power Ranger são heróis...

Um Maluco no Pedaço (1990)

Com uma música de abertura viciante e as dancinhas do Carlton, a produção protagonizada por Will Smith ficou no ar entre os anos de 90 e 96, narrando a história de Will, um carinha que adora rap e é todo de boas.

Sua mãe acha que ele tem que ter uma educação mais rigorosa e aprender a ter um pouco mais de modos, mas com o seu jeito todo sossegadão, é Will que coloca a família de pernas pro ar e dá uma humanizada no rigoroso tio Phil e acaba passando a influenciar na rotina e no comportamento da família toda.

Pra quem não sabe, a série deveria ter sido encerrada na temporada 4, que é aquela do episódio que termina com Will voltando pra sua cidade natal e não retornando à casa dos Banks.

Porém a série foi renovada para mais 2 temporadas depois de milhões de pedido de fãs.

Os brasileiros só conheceram o programa no início dos anos 2000, quando o SBT começou a exibir diariamente, na época o Will Smith já era um astro de Hollywood.

O programa foi ao ar originalmente na década de 90, entre 1990 a 1996 durando 6 temporadas e 148 episódios.

Sabrina, Aprendiz de Feiticeira (1996)

Contando com 7 temporadas, começando em 96 e terminando em 2006, a série gira em torno, claro, de Sabrina, uma adolescente que mora com suas tias e com o famosíssimo gato Salem.

Ao completar 16 anos, a protagonista descobre que é uma meia-bruxa, filha de mãe mortal e pai bruxo.

E assim, com essa revelação super normal no cotidiano de qualquer pessoa, ela vai tentando aprender a desenvolver seus poderes mágicos, sempre tentando usá-los para o bem e para ajudar as pessoas que amava e, ainda assim, tentando levar uma vida de garota normal no meio disso tudo.

Família Dinossauro (1991)

Família Dinossauros, é uma série de televisão americana. Apesar de ser concebida como um programa infantil, faz uma crítica bem humorada ao chamado "american way of life" e uma sátira da sociedade e dos costumes da classe média desse país.

Produzida pela Disney em parceria com a Jim Henson Productions - a qual concebeu os bonecos que representam os personagens - e a Michael Jacobs Productions, entre os anos de 1991 e 1994, a série trata das aventuras de uma família de dinossauros, a Família Silva Sauro (Sinclair, em inglês), que vive em uma sociedade dominada pelos grandes répteis, onde os humanos são animais selvagens.

No Brasil, a série teve a sua primeira exibição pela Rede Globo em 1992, em seguida pelo SBT, e anos mais tarde foi exibido pela Rede Bandeirantes. A série reestreou no Canal Viva desde o dia 21 de agosto de 2014 às 22h e pelas manhãs, às 11h.

Foram 65 episódios em 4 temporadas durante os anos 90, em uma parceria dos estúdios Disney com Jim Henson criador dos Muppets e Michael Jacobs Productions, que foi ao ar entre 1991 e 1994.

“Mudando a Natureza”, que deveria ter sido o último episódio da série, foi censurado em vários países por retratar o início da Era do Gelo e o fim dos dinossauros, sendo considerado cruel e impróprio para o público infantil. (No final todo mundo morre que triste).

Aberturas








segunda-feira, 29 de outubro de 2018

SÉRIES E SERIADOS, ASSISTIDOS E RECOMENDADOS POR MIM - SINOPSES/ PARTE 6

Beverly Hills 90210 - Barrados no Baile
ou Febre em Beverly Hills (1990)
Foi uma popular série de televisão estadunidense, transmitida nos Estados Unidos entre outubro de 1990 e maio de 2000 pela emissora FOX.

A série seguia a vida de um grupo de adolescentes que vivia na comunidade elitista e rica de Beverly Hills, Califórnia onde frequentavam o liceu fictício, West Beverly High School.

A série foi criada pelos produtores de Darren Star. O "90210" no título refere-se ao Código Postal da zona de Beverly Hills.

Apesar da fraca audiência da primeira temporada nos Estados Unidos, a FOX reprisou a série no verão de 1991 e, a partir daí, conseguiu captar a atenção do público.

A série transformou, em astros, os seus atores, especialmente Jason Priestley e Luke Perry, que acabaram se tornando ídolos das adolescentes.

Embora o elenco da série tenha sido extenso, os atores Jennie Garth, Ian Ziering, Brian Austin Green e Tori Spelling foram os únicos que permaneceram no elenco da série do começo ao fim do seriado, sem nunca se ausentarem, tendo em todas as temporadas participado como parte do elenco regular.

A história se inicia quando os irmãos gêmeos Brandon e Brenda se mudam com os pais, Jim e Cindy, de St. Paul/Minneapolis para Beverly Hills. A série aborda temáticas como as drogas, a gravidez na adolescência e o suicídio.

Depois de oito anos do final do programa, a série volta em nova versão, que estréia na próxima semana na televisão brasileira. A família “Walsh” sai de cena para dar lugar aos “Mills”. Mas, você sabe que fim levou cada um daqueles velhos personagens? 


Jason Priestley (Brandon Walsh) – O bom moço da trama continua trabalhando muito, tendo atuado em quase 20 filmes após o fim da série. Fã de esportes, já foi até comentarista de corridas da rede ABC. Na TV, também vive de participações especiais. Já integrou o elenco de “Tru Calling”, “Love Monkey” e “Médium”.


Shannen Doherty (Brenda Walsh) – O sobrenome é mesmo sinônimo de encrenca. Depois de altos e baixos e muita polêmica – de personalidade forte, não é difícil ela se meter em brigas nos sets de gravação – a atriz conseguiu voltar à televisão como uma das irmãs encantadas da série “Charmed”, que já acabou. Agora, Shannen está investindo na carreira de apresentadora, com os programas "Breaking Up", "Scare Tactics" e "The View".


Jennie Garth (Kelly Taylor) – A primeira patricinha assumida da televisão não conseguiu repetir o sucesso da sua personagem da série nos outros trabalhos, mas ela continua tentando. Após o fim da série, ela atuou em outros programas de TV, entre os mais recentes, em “What I Like About You” e “American Dad!”. No cinema, ela tem uma carreira discreta: apenas três filmes, sendo o último de 1998. Hoje, aos 36 anos, está em seu segundo casamento, com o ator Peter Facinelli. Eles têm duas filhas. A atriz também tem uma filha do primeiro casamento, e vai voltar à tela na nova versão da série, na pele da mesma Kelly.


Brian Austin Green (David Silver) – Os olhos azuis do rapaz não conseguiram conquistar outro papel duradouro. Apesar de fazer uma ponta em séries de sucesso como “CSI” e “CSI Lãs Vegas”, conseguiu um papel estável na série “Freddie”, ao lado do ator Freddie Prinze Jr., mas a série foi cancelada.


Ian Gering (Steve Sanders) – Loiro, alto, bonito, hoje aparece cada vez menos. Mas, encontrou na voz o seu ganha pão. Dublou o personagem “Harry Osborn “ (o Duende Verde) para o desenho do “Homem-Aranha” e também emprestou a voz para a série animada "Biker Mice From Mars" (O rato ciclista de Marte).


Gabrielle Carteris (Andrea Zuckerman) – Para ser breve: a garota vista como a mais feinha da turma - pelo look meio nerd, sempre de óculos e com os cabelos desarrumados - não teve muita sorte. Hoje, é praticamente uma dona de casa. Casada e com uma filha, nos últimos anos conseguiu apenas uma ponta na série "Nip/Tuck".


Luke Perry (Dylan McKay) – Depois de anos no anonimato, fazendo pontas em filmes como “O 5º Elemento”, “Buffy, a caça-vampiros”, entre outros, o ator, o galã rebelde da série, conseguiu o papel de protagonista da série “Windfall”. Curiosidade: o cara também é dublador, tendo emprestado a voz para desenhos como “Family Guy”, “Johnny Bravo” e “Os Simpsons”.


Tori Spelling (Dona Martin) – Na verdade, toda a sua carreira foi impulsionada pelo papai, ninguém menos que Aaron Spelling, produtor de inúmeras séries da TV. Fez filmes mais para televisão. Na vida pessoal, tem dois filhos e é casada com Dean McDermott, com quem protagoniza o reality show “Tori & Dean: Inn Love”, em um canal da TV paga norte-americana. Sua participação na nova versão da série já foi confirmada.


Tiffany Amber-Thiessen (Valerie) – Ninguém menos que a vilã da turma. E olha que a vida anda injusta para a atriz, uma das mais bonitas da série. Depois de “Barrados no Baile”, trabalhou na cômica “Newsradio” e em outras séries como "Fastlane" e "Good Morning, Miami”. Thiessen já namorou o ex-colega Brian Austin, e chegou a ficar noiva do ator Richard Ruccolo, com quem não se casou. Decidiu se dedicar a seus cães e gatos.


Começou cravadinha, em 1990, e terminou exatamente em 2000. Foram 10 temporadas mostrando o choque da mudança da família dos irmãos Brandon e Brenda da pacata Minessota à efervescente Bervely Hills.

As relações pessoais que vão se formando dão brecha para assuntos como suicídio na adolescência, abuso de drogas, estupros e afins, uma realidade pungente na adolescência dos americanos e que, como bem sabemos, faz parte também de um problema mundial.

Uma série bem curta, mas que nunca parou por aí. Vieram filmes e livros para coroar a produção que marcou a adolescência de muita gente que se via retratada no conflito das 4 irmãs e de todo o núcleo que se forma em volta delas.

Primeiro programa feito para adolescentes e com adolescentes apesar de alguns do elenco terem mais de 20 anos, em uma época que era tabu falar sobre estupro, drogas, gravidez na adolescência etc. 

Barrados no Baile não tinha medo de tocar no assunto, foi febre no mundo todo entre 1990 e 2000.

Curiosidades

- Apesar de ser considerada pela crítica como uma simples série para adolescentes, “Barrados no Baile” conseguiu certo reconhecimento e, durante seus dez anos de exibição, recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro.

- Vários atores famosos passaram por “Barrados no Baile” com pequenos papeis e pontas pouco relevantes na série. Hilary Swank, Christina Aguilera, Eva Langoria, Rosie O’Donnell, Matthew Perry e Lucy Liu entre outros.

Participações Especiais, Breve História

Ep. 1.19 (1ª exibição 11 de abril de 1991): Matthew Perry, como o tenista Roger Azarian
Ep. 2.06 (1ª exibição 15 de agosto de 1991): Lucy Liu, como garçonete Courtney no Pit Peach
Ep. 3.14 (1ª exibição 18 de novembro de 1992): David Arquette, como o Dennis "Diesel" Stone, ex-namorado de Nikki.
Ep. 3.17 (1ª exibição 06 de janeiro de 1993): Seth Green, como Wayne, do Colégio da Princeton em Encino, ele é o encontro as escuras.
Eps 8.03 e 8.04 (1ª exibição 17 de setembro e 24 de setembro de 1997): Daniel Dae Kim como o Dr. Sturla, médico que atende a Kelly no hospital após ela levar um tiro no aeroporto.
Ep. 9.15 (1ª exibição 09 de fevereiro de 1999): Ashley Tisdale como a prima de Carly, Nicole Jusgqti.
Ep. 10.02 (1ª exibição 15 de setembro de 1999): Christina Aguilera como ela mesma.


A série foi exibida na Rede Globo a partir do dia 3 de janeiro de 1992, apresentando pela primeira vez um programa voltado a retratar os conflitos do público adolescente. A série teve bastante audiência, tendo em vista que era exibida na Sessão Aventura nas terças-feira, junto com outras séries populares em dias alternados: Supervik, MacGyver, Super Máquina, etc. Por ter um caráter inovador causou alguma estranheza em pequena parcela adulta brasileira, por abordar questões ligadas à primeira experiência sexual, numa época em que moças casavam virgens na década de 80.

Recebeu críticas positivas, visto que cada episódio enfatizava questões educativas sobre prevenção de DST, crítica ao tabagismo e ao álcool, tendo mostrado o personagem Dylan participando de uma reunião de Alcoólicos Anônimos com o personagem Brandon.

Dentre as críticas recorrentes dos jornalistas, estava o fato de não existirem personagens negros nos primeiros episódios, o que foi logo corrigido com a entrada da personagem Jesse Vasquez (Mark D. Espinoza) e a exacerbação do mundo dos ricos da Califórnia. Entretanto, o enredo dos episódios sempre tendia a valorizar o núcleo familiar da família de Brendon e Brenda, que, além de hábitos da classe média, eram provenientes de uma pequena e conservadora cidade estadunidense.

Durante as três primeiras temporadas, a personagem Brenda Walsh conquistou a popularidade global, sendo sua intérprete, Shannen Doherty, capa de várias revistas em todo o mundo. A grande identificação do público com Brenda vinha de seu lado impulsivo e dos inúmeros conflitos com o irmão certinho Brandon. Toda a repercussão, bem como o estrelato, não foram assimilados por Shannen, eram comuns boatos e histórias a respeito de seu gênio forte e as confusões nos bastidores.

Isso gerou, à época, a construção de um website intitulado "Eu Odeio a Brenda", que criticava não apenas o jeito da personagem, como os boatos em que Shannen estava envolvida, além de ter um espaço para o público matar a garota interiorana, mesmo sendo dos primórdios da rede, o site teve uma grande repercussão mundo afora.

Depois de as confusões se tornarem públicas, Shannen foi desligada da série. A partir daí, a história tomou novos rumos e obteve quedas abruptas de audiência. Durante muito tempo, segundo o produtor, eram constantes os pedidos do público pelo retorno de Brenda, tanto que para a personagem não morrer ela era constantemente citada em alguns episódios até o fim da série em 2000.

Com a saída de Brenda Walsh, a saída foi amadurecer as histórias, o que para boa parcela do público foi amadurecimento em demasia. A história, que girava dentro de temas "água com açúcar", começou a falar de coisas mais fortes como: drogas e vida sexual promíscua, gerando assim estranhamento por parte do público.


Para marcar essa nova fase, uma nova personagem foi apresentada: Valery Malone (Tiffani Thiessen), substituta de Brenda. A personagem surgiu como uma simpática amiga dos Walsh, que veio da cidade de Buffalo após o suicídio do pai abusivo, mas no final da premiere da 5ª temporada a personagem acende um cigarro de maconha e mostra uma personalidade desconhecida pelos demais personagens, o que gerou grande repercussão e debates acalorados nos EUA.

Outra jogada do enredo, para polemizar e tentar fazer com que a série não "caísse no limbo" com a saída de Brenda, foi dar mais espaço para a controvertida Kelly Taylor, que já coestrelava a série com Brenda, mas não com o mesmo destaque. Durante algum tempo Jennie Garth, e sua Kelly Taylor, conviveram com a sombra de Brenda as críticas da imprensa sobre a falta de carisma de sua personagem, que passou a receber maior apoio da audiência principalmente graças à sua rivalidade com a personagem de Tiffani Thiessen.

A personagem eventualmente passou por uma reformulação total, deixando o lado sexy e promíscuo depois de ter quase morrido em um incêndio e entrar em uma seita universitária. Era então o momento ideal para que o romance "Kelly e Brandon" finalmente tomasse forma na história, aumentando assim a aprovação e audiência do seriado nos EUA.

A partir de 1998 no Brasil, "Barrados no Baile", como era conhecido o seriado, retornou à grade da Rede Globo, primeiro aos sábados antes do Planeta Xuxa, retomando assim os patamares de audiência das primeiras temporadas. Fato que, logo em seguida, "Barrados" foi transferida como coringa da programação para os domingos à tarde, sem repetir os mesmos números e depois de derrotas consecutivas para o "Domingo Legal" de Gugu Liberato no SBT.

No início da nona e penúltima temporada, Brandon Walsh e Valery Malone deixam a série, forçando um final de Kelly Taylor com Dylan. Beverly Hills, 90210 é conhecida como uma das séries Teens, mais longevas da história, tendo conquistado diversos prêmios e indicações mundo afora.



Abertura - Barrados no Baile

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

SÉRIES E SERIADOS, ASSISTIDOS E RECOMENDADOS POR MIM - SINOPSES/ PARTE 5

Anjos da Lei (1987 a 1991)


Johnny Depp no final nos anos 1980 despontava como um dos atores mais promissores da época em uma série que alavancou o canal FOX americano.

Anjos da Lei é sobre um grupo de jovens policiais que são recrutados logo após saírem da Academia de Polícia de Los Angeles para atuar como agentes infiltrados em escolas e universidades, impedindo tráfico de drogas, assaltos, estupros e outros crimes.

Por serem jovens, esses policiais não têm experiência em lidar com seus próprios sentimentos em relação aos casos que investigam, principalmente quando se envolvem afetivamente.




Em janeiro de 2017, um homem foi condenado por vender drogas em um colégio da Geórgia graças ao testemunho de um de seus clientes, na verdade um policial disfarçado da divisão de narcóticos. Não demorou muito para a imprensa rotular a investigação como um caso saído dos episódios de Anjos da Lei.

Criada por Patrick Hasburgh e pelo prolífico Stephen J. Cannell, responsável entre outras séries como Arquivo Confidencial, Baretta e Esquadrão Classe A, Anjos da Lei fez parte do pacote de estreia do canal Fox em 1987, juntamente com Um Amor de Família e o programa que seria o berço dos Simpsons, o The Tracey Ullman Show.

A inspiração veio de um programa real da polícia de Los Angeles que desde o final dos anos 50 usava policiais jovens infiltrados em colégios e faculdades e que já havia rendido um sucesso, a revolucionária Mod Squad, criada por um dos policiais que havia trabalhado no programa, Bud Ruskins.

Assim como sua inspiração, o seriado mostrava o trabalho de uma equipe de policiais capazes de infiltrar-se em escolas e outros ambientes frequentados por adolescentes. O objetivo da Fox era atrair o público jovem e o elenco multiétnico foi escolhido a dedo para executar essa tarefa.

Para interpretar Tom Hanson, o policial despachado para a equipe após problemas disciplinares em seu posto anterior foi escolhido Johnny Depp. Para Doug Penhall, o policial que já fazia parte do time, foi escalado Peter DeLuise. Com apenas um trabalho como atriz antes de ser escalada para o projeto, Holly Robinson interpretava Judith Hoffs, além de cantar a música tema na abertura da série. Para completar o grupo e apelar aos filhos e netos de imigrantes, o vietnamita Dustin Nguyen era Harry Truman Ioki.

Na primeira temporada, os policiais foram comandados pelo Capitão Richard Jenko, interpretado por Frederic Forrest, substituído a partir do segundo ano por Steven William como o capitão Adam Fuller.


As investigações do grupo tratavam de tráfico de drogas, maus tratos, crimes de ódio, prostituição, sempre envolvendo jovens. O formato incluía ainda uma cena final de utilidade pública aconselhando o público a buscar ajuda caso enfrentasse problemas e informando números de telefones de grupos de apoio para os mais diversos casos.

Aos 23 anos, Depp era um roqueiro desempregado que havia abandonado a escola antes de terminar o ensino médio. Mas seu currículo como ator, que incluía participações em produções como A Hora do Pesadelo (1984) e Dama de Ouro (1985) havia começado a mudar em 1986. Em fevereiro, ele fez parte do elenco que se embrenhou na selva das Filipinas para as difíceis filmagens de Platoon, de Oliver Stone.

Mas foi Anjos da Lei, que começou a ser filmada em Vancouver em novembro daquele ano, que o colocou no mapa. Não tanto por tratar de temas como AIDS, racismo e suicídio, mas principalmente por seu rostinho bonito que o transformou no novo proprietário das paredes dos quartos adolescentes em todo o mundo.

O novo status do ator agradou a Fox, que viu a série fazer história na guerra da audiência como a primeira série do canal a vencer um programa da ABC, CBS e NBC com um honroso terceiro lugar em agosto de 1987, mas Depp não pensava assim. Sua primeira reação ao roteiro de Anjos da Lei havia sido recusar a série, que acabou contratando Jeff Yagher para o papel de Tom Hanson.

Três semanas após o início das filmagens, Yagher estava fora do elenco e Depp foi novamente chamado, leu o roteiro e ganhou o papel, mas apostou que o programa teria apenas uma temporada. Seria um trabalho com alguma visibilidade e o ajudaria a obter o próximo papel para algo sério como Platoon ou voltar para a música.

Ao contrário disso, o ator passou a fazer parte de um projeto de longa duração que elogiava por tratar de temas importantes para os jovens, mas ao mesmo tempo criticava em seus episódios mais vazios, que se acumularam com a saída de Patrick Hasburgh.

Dos episódios com os quais não concordava, Johnny Depp se recusava a participar, devolvendo o pagamento de 45 mil dólares por episódio e chegando a dizer que colocar policiais nas escolas era injusto e aproximava-se do fascismo.

Na terceira temporada, essa atitude abriu caminho para a contratação de Richard Grieco para interpretar o policial Dennis Booker, que ganhou cenas originalmente escritas para Tom Hanson e sua própria série em 1989, mas o derivado durou apenas um ano e ficou claro que Anjos da Lei dependia de Depp.

O ator não via mais nada de interessante no seriado, passando a fazer de tudo para ser dispensado do contrato que o prendia por mais dois anos. Ajudou o fato da audiência ter caído e dos atores não serem mais capazes de interpretar adolescentes.


Anjos da Lei teve ainda mais uma temporada, já sem Nguyen e Depp, que consistentemente passou a escolher projetos o mais distantes possível da imagem de ídolo adolescente, começando com Cry-Baby e seguindo para Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood e sua festejada parceira com Tim Burton. Holly Robinson, agora Robinson Peete, seguiu atuando, assim como Nguyen, agora dedicado ao cinema vietnamita, enquanto DeLuise passou para a direção.

Como toda série de décadas passadas, em Anjos da Lei é possível encontrar nomes famosos de hoje em papeis secundários ou pontas. Brad Pitt e Depp contracenam em um episódio, dois rostos bonitos que foram em busca de papéis em que sua aparência fosse ignorada, mesmo tendo sido ela um grande impulso em suas carreiras. Jada Pinkett Smith, Josh Brolin, Christina Applegate, Peter Berg e Jason Priestley também estão ali ainda em busca de uma chance, ao lado de vários que nunca chegaram a ser conhecidos.

Como nenhuma indústria faz mais reciclagem que Hollywood, a premissa de uma equipe de policiais disfarçados como estudantes nunca se afastou das propostas para um novo programa. Em dezembro de 2003 a Fox deu o sinal verde para Hollywood Division, série sobre um grupo de detetives infiltrados em um colégio e investigando o lado podre do show business para jovens.

Criada por Barry Schindel (Numb3rs) e Rob Port (Arrest & Trials), a produção escalou D. J. Cotrona (Querido John) como o jovem policial disfarçado, além de Nathan Fillion (Castle), Leighton Meester (Gossip Girl) e Moon Bloodgood (Falling Skies), mas o projeto acabou cancelado e o piloto pode ser encontrado como longa para TV. Somente em 2012 Anjos da Lei retornaria, agora como filme estrelado por Channing Tatum e Jonah Hill.

O longa deixou de lado as origens dramáticas e os temas sérios para apostar na comédia ao estilo bromance, mas não esqueceu a série de TV que o inspirou. Holly Robinson aparece em uma cena, assim como Johnny Depp, que aceitou voltar a interpretar Tom Hanson, desde que Peter DeLuise, que se tornou seu amigo pessoal e parceiro de música no set de Anjos da Lei em Vancouver também participasse do filme. Se como iniciante Depp já fazia suas demandas, não seria agora como astro que deixaria seus princípios de lado.



Tom Hanson (Johnny Depp) – Jogador de boliche inveterado, e saxofonista nas horas vagas, ele era o tira novato que os criminosos não levavam a sério. Após de deixar quatro criminosos fugirem, e acidentalmente quebrar o nariz de seu parceiro, o seu capitão lhe dá uma escolha: ele pode ficar de plantão na DP, ou ir para um novo departamento. É um novo departamento, apenas quatro semanas seguidas. Ele contém oficiais que parecem muito jovens para ser policiais designados a irem disfarçados a escolas de ensino médio para impedir tráfico e uso de drogas, álcool, estupro, prostituição e etc. Hanson no primeiro rejeita, porque ele não pensa que isso é ser um policial. O capitão explica que este onde os verdadeiros criminosos são, e para obtê-los antes que eles se transformem em adultos. Daí ele se dirige para a capela de Jump Street, onde tudo começa. O personagem ficou até a terceira temporada, mas fez aparição em episódio da quarta.


Capitão Richard Jenko (Frederick Foster) – um capitão com um pé nos anos 60 e outro na década de 80. Ele treinou sua equipe com paixão até que no sexto episódio da primeira temporada foi morto em acidente automobilístico, um duro golpe para a unidade Jump Street.


Capitão Adam Fuller (Steven Williams) – Ao contrário de Jenko, Capitão Fuller era um líder inflexível. Ele não tinha muita credibilidade por parte da unidade inicialmente, até a sua tenacidade em uma situação de reféns envolvendo Hanson no episódio 7 da temporada 1 provar que seus oficiais poderiam contar 100% com ele. Um defensor constante do programa Jump Street, Fuller também agiria como uma figura paterna para a unidade.


Oficial Doug Penhall (Peter Deluise) – Aparentemente um atlético descerebrado, Penhall era o coração da unidade. Penhall foi um parceiro de valor inestimável para Hanson. Sempre com piadas rápidas, Penhall deixava no ar que seu comportamento mascarava uma tristeza profunda. Ficou até o meio da quarta temporada.


Oficial Juddy Hoffs (Holly Robinson Peete) – Judith Marie Hoffs era a geniazinha do grupo. O única da equipe que cursou faculdade, Hoffs também seria a único a ser detetive. Hoffs tinha que vencer muitos preconceitos como mulher e negra dentro da unidade. Isso resultou na ética de trabalho que forjou um vínculo com ambos os capitães Jenko e Fuller. Foi a única dos “anjos” que participou das quatro temporadas.


Oficial H. T. Ioki (Dustin Nguyen) – O oficial Harry Truman Ioki foi um dos primeiros a juntar-se a Unidade de Jump Street. Um refugiado vietnamita que se passava por japonês, Ioki (na verdade Vinh Tran Van) era um policial duplamente disfarçado. Era um preço que ele estava disposto a pagar para anular as memórias do passado. Ioki só queria se encaixar. Isto lhe deu uma atitude de andar na linha que agradou a seus colegas oficiais. Sempre um parceiro de confiança e de caráter reservado. Ficou até a terceira temporada.


Sal “Blowfish” Banducci (Sal Jenco) – Descoberto pelo oficial Doug Penhall, Sal é o “engenheiro de manutenção”, também conhecido por fazer faxina na Capela. Seu apelido vem de sua imitação de um baiacu. Era um personagem recorrente que funcionava como alívio cômico. Apareceu em 42 episódios entre a primeira e a quarta temporada.


Oficial Dennis Booker (Richard Grieco) – Era o encrenqueiro da turma. Entrou na terceira temporada, não reapareceu na seguinte, mas ganhou o spin off "Booker".


Oficial Mac McCann (Michael Bendetti) – De caráter convencido e vaidoso, o oficial Anthony Mac McCan entrou no seriado na última temporada.


Oficial Joey Penhall (Michael DeLuise) – Era irmão de Doug. Na vida real os atores também eram irmãos. Ao contrário de Doug que fazia o gênero engraçadinho, Joey era mais passional. Participou de 13 episódios entre a terceira e a quarta temporada.


Algumas Curiosidades

* O personagem Booker deveria ser morto no final da terceira temporada. No entanto, ele mostrou-se tão popular que ele foi desmembrada em seu próprio show.

* O personagem Doug Penhall também morreria, mas o sucesso da parceria com Tom Hanson fez a FOX mudar de ideia.

* Quando Johnny Depp tornou-se cada vez mais desiludido com o seriado, o ator se divertia mudando suas falas.

* A cama da cela da Capela, foi em algumas ocasiões usada pelos atores como dormitório para garantir que estariam lá na hora de gravar no dia seguinte. Se um ator tivesse ido para a balada na noite anterior, era logo descoberto pela manhã, pois dormira ali.

* O título “21 Jump Street” na verdade é um trocadilho pois “jump street” também é uma gíria em inglês para start (início).

* O tema de abertura original era cantado pela atriz Holly Robinson, a Juddy Hoffs. Depp e Peter Deluise faziam o backing vocal.

* Peter Deluise (Doug Penhall) e Gina Nemo (Dorothy) eram casados ​​na vida real quando seus personagens namoraram no seriado.

* A trama se passava nos EUA, mas as locações eram em Vancouver, no Canadá.

* Brad Pitt, Jada Pinkett Smith, Josh Brolin, Christina Applegate foram nomes hollywoodianos que fizeram participação no seriado.

* “Anjos da Lei” foi a primeira série exibida pelo canal FOX, que conseguiu mais audiência no horário que os programas das três grandes redes (ABC, CBS e NBC).



Tema de Abertura - Anjos Lei!